Morre o vereador Chico Caiana aos 56 anos

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O vereador Chico Caiana, 56 anos, morreu hoje, 29, às 7h45, no Hospital Universitário de Maringá (HUM) onde estava internado desde segunda-feira, 27, após sofrer um AVC. Ele teve uma parada cardiorrespiratória. O velório deverá ocorrer na Câmara Municipal e o horário do sepultamento ainda será divulgado. A Câmara de Vereadores e a Prefeitura de Maringá emitiram notas de pesar. O prefeito Ulisses Maia decretou luto oficial de três dias.

Caiana deixa dois filhos, uma neta e a esposa, Edileuza Alves Bezerra. O comerciante Francisco Gomes dos Santos, 56 anos, mais conhecido como Chico Caiana, estava em seu terceiro mandato como vereador de Maringá. Nascido em Ubiratã (PR), em 14 de maio de 1964, representava, especialmente, a população dos Conjuntos Guaiapó e Conjunto Requião, onde residia e mantinha o seu empreendimento do ramo alimentício.

Filiado ao Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), ele iniciou sua carreira política na 13ª Legislatura da Câmara Municipal, entre 01/01/2005 a 31/12/2008, eleito com 2.584 votos.

Voltou ao Legislativo em 2013, com 1.673 votos, no mandato em que alcançou a presidência da Casa de 01/01/2015 a 31/12/2016, como 42º chefe do Legislativo maringaense.

Naquela época, foi reeleito vereador com 2.838 votos, em 10º lugar. Em 2018, ficou licenciado por 120 dias para trabalhar na campanha eleitoral auxiliando seu partido. Foi substituído pelo sindicalista bancário Luiz Pereira.

Chico Caiana sempre esteve ligado às camadas populares e, consequentemente, seus projetos, requerimentos e indicações na Câmara Municipal buscavam soluções para este grupo.

Foi autor, por exemplo, da lei que criou o Restaurante Popular de Maringá, e também da Lei 10.388, de 2017, batizada de Campanha do Busão sem Abuso no transporte coletivo de passageiros. Caiana foi autor da Lei 10.621, de 2018, que obrigou a administração municipal a afixar nos estabelecimentos públicos de saúde uma placa informando os médicos de plantão e suas especialidades.

Atualmente, Caiana era membro da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Saúde. O grupo analisa as compras da Secretaria Municipal da Saúde nos últimos doze meses, após suspeita de pagamentos que extrapolam o valor de mercado pela pasta.

ÚLTIMO ATO

A última atividade parlamentar de Chico Caiana se deu em 14 de julho, uma terça-feira, antes do recesso legislativo. Na Pauta da Ordem do Dia, dois itens do vereador entraram para votação.

O Projeto de Lei n. 15.635/2020 foi aprovado por unanimidade, em primeira discussão, instituindo a Semana Educativa da Pipa Legal. Caiana também teve aprovado o Requerimento n. 681/2020, que pergunta ao Executivo se a Lei n. 11.067, que restringe o consumo do cachimbo do tipo narguilé, está sendo cumprida em Maringá.

A cadeira de Caiana na Câmara Municipal será ocupada pela professora Maria Isabel de Nogueira. Na vida política, ela atuou como coordenadora das Academias da Terceira Idade (ATIs), pela Secretaria de Esporte e Lazer na gestão do então prefeito Carlos Roberto Pupin.

Em nota, a Prefeitura de Maringá expressou pesar. “O prefeito Ulisses Maia externa suas condolências à família do vereador Chico Caiana, cuja morte inesperada em função do agravamento de um AVC sofrido na madrugada de segunda, 27, tira da vida não apenas um político de postura sempre equilibrada e convergente com os interesses da comunidade, mas também um cidadão de respeitada trajetória”, diz o comunicado. “Nos solidarizamos com a família neste momento de luto, lamentando profundamente a fatalidade. Chico Caiana sempre teve uma postura solidária em relação às causas comunitárias,  manifestados em ações parlamentares em defesa da população mais vulnerável. Momento de tristeza para todos”, declara o prefeito Ulisses Maia, que decretou luto oficial por três dias./Com informações da Câmara de Vereadores e da Prefeitura de Maringá.

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