Projeto social de acadêmico de Gestão Pública concorre a renomado prêmio

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Galdino é um belo exemplo a ser seguido e prova de que as dificuldades da vida não o impediram de trilhar o caminho do bem e da solidariedade.

Promover o diálogo e a troca de experiências no combate e prevenção às drogas são os grandes objetivos do Grupo Reage. Fundado em 2017 por Juberto Galdino, atual estudante do curso de Gestão Pública da EAD Unicesumar, o projeto já atendeu mais de 20 mil pessoas na região de Botucatu/SP.  É através de eventos, fóruns regionais e estaduais, palestras, diálogos com as comunidades, reuniões com a rede psicossocial, criação de Conselhos Municipais sobre Drogas e levando arte e cultura às periferias, que Galdino e sua equipe de voluntários tiveram seu trabalho reconhecido pela câmara municipal de São Paulo e estão concorrendo ao prêmio “Betinho de Democracia e Cidadania”, que deve ser entregue em agosto.

O prêmio, instituído em 1997, reconhece organizações da sociedade civil sem fins lucrativos, que desenvolvem atividades, programas e projetos de enfrentamento à fome, exclusão, miséria, violência e outras práticas em defesa da cidadania. Defensor da democracia e da igualdade de direitos, o sociólogo mineiro Herbert de Souza, o Betinho, foi um dos principais articuladores da maior campanha contra a fome já realizada no Brasil, o movimento Ação da Cidadania Contra Fome, a Miséria e pela Vida.

“Estamos muito felizes e gratos com o convite para concorrer a esse prêmio, que é um dos mais importantes do país no que se refere a ações em defesa à cidadania. Betinho foi um grande exemplo a ser seguido, lutou para erradicar a pobreza e construir uma sociedade muito mais justa. Somos o único projeto de voluntários a concorrer com ONGs de renome nacional, fruto de muito esforço e dedicação”, conta Galdino.

O Reage também já foi homenageado quatro vezes com uma moção de aplausos outorgada pela Câmara Municipal de Botucatu e premiado pela Assembleia Legislativa, duas vezes pela Câmara Municipal de São Paulo.

Galdino é um belo exemplo a ser seguido e prova de que as dificuldades da vida não o impediram de trilhar o caminho do bem e da solidariedade. Aos quatro anos de idade, o menino foi morar em um orfanato, pois seus pais não tinham condições de criá-lo. Aos 18 anos, mudou-se para Curitiba, onde passou por grandes dificuldades financeiras, chegando a trabalhar como catador de reciclados. Foi assim que, em Curitiba, ele conheceu o projeto “Sopão”, que entregava sopas a moradores de rua da cidade. Na época, Galdino foi acolhido pelo grupo e começou a participar de diversos projetos sociais, lutando pela prevenção às drogas e no combate à fome e a miséria.

Em 2017, Galdino retornou a Botucatu, sua cidade Natal, e fundou o Grupo Reage. “A gente começa a querer entender sobre políticas públicas quando vê um morador de rua sem ter sequer um local para sentar e comer”, afirma o ativista. Foi aí que decidiu se especializar, e optou pelo curso de Gestão Pública da EAD Unicesumar. Segundo ele, os estudos o têm amparado no que diz respeito a dinâmicas, leis, direitos, serviço, e como funciona o sistema. “Isso tem me dado mais confiança, pois, munido de conhecimento, pude realizar avanços significativos com meu projeto de Políticas Públicas, beneficiando o município e toda a região”, completa.

Para o futuro, Galdino pretende continuar se qualificando e servindo à comunidade com suas experiências, sendo um gestor público que trabalha a prática, aliada com o coração./ACS/UniCesumar.

O projeto Reage – Rede de Agentes de Proteção e Prevenção às Drogas, desenvolvido por Galdino, foi reconhecido pela câmara municipal de São Paulo e está concorrendo ao prêmio “Betinho de Democracia e Cidadania”/Fotos:Divulgação/UniCesumar

 

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