Médico maringaense foi a quinta vítima da covid-19 entre profissionais da saúde no Paraná

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O coronavírus fez a primeira vítima entre os profissionais da saúde, em Maringá. O médico Jorge Carigyo, 62, morreu ontem, 8, por complicações da doença. No Paraná, ele é a quinta vítima fatal entre os profissionais da área. A prefeitura de Maringá divulgou nota hoje, 9, lamentando a morte de Carigyo.
“O prefeito Ulisses Maia lamenta a morte do médico Jorge Carigyo, 62 anos, cuja trajetória de dedicação à saúde o tornou um profissional admirado entre colegas e pacientes. O clínico geral estava no serviço público desde 1993. Relatou primeiros sintomas no dia 20 de junho durante plantão na UPA Zona Sul e coletou amostras para exames dia 25, sendo internado na UTI do Hospital Paraná na sequência. Dia 1º de julho os exames confirmaram covid-19. O quadro se agravou e Jorge Carigyo morreu ontem, 8”, diz a nota do município.
A prefeitura desta também que o auxiliar administrativo Leônidas Tertuliano da Silva, que ocupava a Gerência de Fiscalização Econômica, da Secretaria de Fazenda, também faleceu nesta semana. Leo, como era mais conhecido, não resistiu às complicações de um Acidente Vascular Cerebral (AVC) hemorrágico sofrido no domingo, 5. Faleceu no dia 7. “Toda a vida é preciosa e cada uma que perdemos deve ser lamentada. Não importa as circunstâncias de uma morte: sempre provoca reflexão. Minhas condolências às famílias enlutadas”, manifesta Ulisses Maia.
Conselho Regional de Medicina

O Conselho Regional de Medicina do Paraná também divulgou nota registrando, com pesar, o falecimento do médico Jorge Karigyo (CRM-PR 13.729) . “Ele tinha 62 anos e foi uma das cinco vítimas fatais registradas nas últimas horas pelas autoridades sanitárias de Maringá. Também foi o quinto médico a morrer pelo coronavírus no Paraná. As condolências da classe médica aos familiares e amigos”, diz a nota.

História de vida

Jorge Karigyo era natural de Assaí, mas iniciou a sua profissão em Várzea Grande, no Mato Grosso, onde se registrou no Conselho de Medicina local em 28 de janeiro de 1987. Tinha o registro número 1.857 e titulação em Ginecologia e Obstetrícia. Ele retornou ao Paraná em abril de 1993. Era médico do município de Maringá e estava vinculado à UPA da Zona Sul.

Conhecido como “Doutor Jorge”, era reconhecido como profissional humano, caridoso e carismático. Nas redes sociais, a morte do médico gerou grande repercussão. “Que.falta fará para classe médica/; tive o prazer de trabalha com ele, pois excelente pessoa e ser humano”, declarou um ex-colega.

“Salvou muitas vidas. Um médico espetacular. Com uma história de vida excepcional”, manifestou-se uma internauta, com outra destacando que “infelizmente nosso amigo se torna mais uma vítima da Covid-19¨. “Após alguns dias internado na UTI do Hospital Paraná, o médico veio a faleceu na tarde desta quarta-feira. As nossas condolências à família”, disse outra pessoa. “Muito triste, era um excelente médico, humilde atencioso generoso, ele me atendeu e atendeu fez a minha cirurgia e de minha mãe. Deixou uma lacuna grande na família dele e na vida dos amigos, é na área médica de Maringá. A nossa oração é para que Deus console a família enlutada”, registrou outra mensagem, em meio a dezenas de comentários e compartilhamentos da notícia.

As outras quatro pessoas que faleceram em Maringá na quarta-feira foram uma mulher de 71 anos e três homens com idades entre 82 e 87 anos. Eleva-se o número de mortes para 25. Maringá ainda teve 64 novos casos de coronavírus.

Antes do doutor Jorge, outros quatro profissionais da saúde já tinham perdido a vida por causa da doença, um deles o Dr. Caio Martins Guedes (CRM-PR 40.079), que tinha 33 anos e o único que estava na linha de frente de combate à pandemia. Antes dele faleceram os Drs. Clóvis Górski (CRM-PR 4.263), de Guarapuava; Nelson Martins Schiavinatto (2.279), de Cianorte, e Milton Luiz Ciappina (5.482), de Fazenda Rio Grande.

Outro falecimento

Ainda na quarta-feira (8), faleceu no Hospital Nossa Senhora das Graças, em Curitiba, o médico Carlos Alberto de Arruda Ferreira (CRM-PR 21.480), que tinha residência em Itapirapuã Paulista (SP) e também no Paraná. A causa da morte não foi divulgada. Ele se registrou pela primeira vez no Conselho de Medicina do Paraná em novembro de 2004. Depois, no do Amazonas (6.895) em junho de 2010, transferindo-se em março de 2011 para São Paulo (81.415). O corpo seguiu para sepultamento em Araçatuba (SP). As condolências aos familiares e amigos./Com informações da Prefeitura de Maringá e do Conselho Regional de Medicina do Paraná.

 

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