Hospital da UEM ganha auxílio de robô brasileiro na luta contra a Covid-19

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O Hospital Universitário Regional de Maringá (HUM) ganhou o reforço de um robô para oferecer suporte nas orientações sobre a Covid-19 e também dar apoio no trabalho de recepção aos pacientes, interagindo com as pessoas, pois além de conversar, canta e conta histórias.

Tinbot é o nome dele. O robô passou pela recepção de doadores de sangue e Ambulatório do Hemocentro Regional de Maringá, anexo ao HUM, informando os doadores e pacientes a respeito das ações feitas para garantir a segurança de todos.

Na ala da pediatria, ele tem sido um sucesso, levando muita alegria às crianças internadas. O robô conhecerá ainda a ala de internamento para a Covid-19, intensificando as orientações de prevenção à equipe multiprofissional.

Criado e desenvolvido pela Tinbot Robótica, startup parte do Grupo DB1, sediado em Maringá, ele permite reconhecimento de fala, facial e reconhecimento de imagens, além de outras funcionalidades focadas em criar experiências diferenciadas capazes de alterar a rotina da empresa onde estiver.

As pessoas podem perguntar ao Tinbot como se prevenir do novo Coronavírus, quais os sintomas, porque o vírus tem esse nome, o motivo de usar máscara, entre outros questionamentos.

Videochamada

A próxima conquista do robô será a realização de videochamada, que permitirá o contato virtual entre o doente acometido pelo coronavírus, em isolamento no hospital, e o familiar, amenizando o drama do distanciamento causado pelo período de internação. Isso, sem contar a possibilidade de interação entre médicos e pacientes. Marco Diniz Garcia Gomes, criador do Tinbot, diz que a equipe está terminando a funcionalidade de videochamada. Segundo ele, os trabalhos estão na fase dos testes finais.

Na mídia, o robô foi um dos protagonistas da série “O Melhor do Brasil é o Brasileiro”, da Globonews, participou da última temporada de um dos mais importantes programas sobre games na televisão brasileira, no Jornal Nacional, e, no segundo semestre de 2019, foi “engolido pelos tubarões” do reality “Shark Tank”, recebendo investimento de João Appolinário, dono da rede Polishop.

Tinbot oferece funcionalidades que compreende desde a síntese de fala (capacidade de transformar voz em texto, permitindo ao robô interagir com as pessoas de uma forma mais humana e amistosa) até o reconhecimento facial e de imagem (é possível cadastrar diversos rostos para que Tinbot os reconheça. O robô pode tentar descrever o que está vendo).

É habilitado para fazer a integração a outros sistemas, captação de fotos (tem a capacidade de registrar o que acontece em imagem); e o movimento de mãos, braços e torso (controlados por meio da linguagem Tico-Tico).

Esta linguagem, criada pelo idealizador do projeto, usa emoticons para representar as reações do robô, incluindo expressões faciais, movimento dos braços, cabeça e corpo.

As cores podem ser controladas durante a programação, os arquivos de áudio estão aptos a serem reproduzidos e as expressões faciais podem ser controladas por meio da linguagem Tico-Tico. Além disso, possui bateria com autonomia de duas horas e suporta conexão via Wi-Fi e cabo de rede./ACS/UEM/Foto: José Roberto Garcia/HUM.s

Timbot visitando a ala pediátrica do HUM.

 

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