InspiraSpace, uma iniciativa inédita da UniCesumar

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Uma das características da UniCesumar é promover aos estudantes a possibilidade de unir teoria e prática por meio de metodologias ativas. Com isso, os alunos podem ter experiências enriquecedoras antes mesmo de concluírem a graduação e adentrarem ao mercado de trabalho.

Nesse sentido, o InspiraSpace, uma das grandes apostas da Instituição, foi idealizado com a premissa de unir conceitos educacionais como Cultura Maker e Design Thinking aos pilares da UniCesumar. O objetivo? Promover oportunidades disruptivas a alunos e professores por meio de uma iniciativa inédita no Brasil.

O projeto inclui, no entanto, detalhes que tornam essa jornada ainda mais especial. Para desenvolvê-lo, a Instituição contou com a ajuda da A5, uma empresa foi criada em 2006 por Eduardo Paulino, Gustavo Sabaini, André Valencio, Rafael Rossato e Juliano Buralicinco. Eles se conheceram durante a graduação, no curso de Arquitetura e Urbanismo da UniCesumar.

Hoje, quatorze anos depois, a A5 participa de congressos internacionais, assina grandes projetos e é uma das empresas mais comprometidas com a inovação em Maringá (PR). Atualmente, além de Eduardo e Gustavo, a empresa tem como sócios Luis Arretel, Washington Vilela e Matheus Romancine – os dois últimos também são ex-alunos da UniCesumar.

Nesta entrevista, o sócio fundador Eduardo Paulino conta como foi trabalhar com conceitos educacionais inovadores e descreve a experiência de trabalhar em um projeto da Instituição que o formou. Afinal, como diz o ditado, “o bom filho a casa torna”.

UNICESUMAR: Como surgiu o convite para que vocês trabalhassem no projeto que, posteriormente, se tornaria o InspiraSpace?

EDUARDO PAULINO: O convite para que nós trabalhássemos no projeto do InspiraSpace veio porque o nosso escritório está muito envolvido com esse movimento de inovação que existe em Maringá, liderado por empresas de TI e aceleradoras. Nós nos inserimos nesse movimento e desenvolvemos várias empresas de TI para Maringá. Fizemos o projeto do Evoa, também.

Eu tive a oportunidade de fazer uma viagem para o Vale do Silício (EUA), onde encontrei um grupo de empresários de Maringá e conheci o Wilson Matos Filho. Ele pôde entender o que nós da A5 fazíamos e, então, quando surgiu a oportunidade de fazer esse projeto disruptivo e com nuances de inovação, ele indicou que a professora Andrea Borim entrasse em contato conosco. Assim que conheci o projeto, a sinergia bateu. Deu para entender muito bem qual era a proposta do espaço e a experiência que eles estavam buscando proporcionar.

O InspiraSpace é um projeto que une abordagens educacionais, como Design Thinking e Cultura Maker, com os pilares da UniCesumar. No aspecto arquitetônico, como foi o trabalho realizado para unir essas duas frentes?
Geralmente, quando somos convidados a trabalhar em um projeto inovador dentro uma empresa ou instituição, é muito fácil se deparar com quem está nos convidando acreditando que, a partir da inovação do espaço físico, será possível estabelecer a inovação dentro da empresa. A gente sabe que isso não é uma verdade. O espaço físico é um ativo importante, mas precisa estar relacionado a um ativo de inovação que já exista dentro da empresa. Ou seja, o espaço físico por si só não faz isso.

Quando nós conhecemos o projeto da UniCesumar, nos deparamos com um projeto muito bem estruturado, que tem um propósito muito claro: trazer tecnologia para os professores e isso se difundir para os alunos, fazendo com que os espaços funcionem como um convite para a troca de ideias, abordagens diferentes e para que equipes multidisciplinares possam acontecer, bem como abrir a possibilidade para que as ideias sejam prototipadas. Esses pontos estavam muito claros na proposta do que o projeto teria que entregar. Isso, atrelado aos pilares da UniCesumar, fez muito sentido, principalmente quando isso é passado aos professores. Essa conexão fez com que a ideia se fechasse de uma maneira muito clara para nós.

A A5 é composto por arquitetos formados pela UniCesumar. Como foi a experiência de trabalhar em um projeto da instituição na qual vocês se graduaram?
Isso foi bem interessante, porque onde está o InspiraSpace hoje é o mesmo lugar em que eram as salas de desenho técnico, as “salas de prancheta”, da nossa turma. Foi exatamente nesse espaço do InspiraSpace que nós idealizamos o nosso escritório. Por isso, foi algo muito bacana poder fazer uma mudança nesse espaço, que foi tão importante para nós e no qual ajudamos a criar um novo modelo para que outras pessoas possam ter a mesma oportunidade que nós tivemos. Nossas histórias, da A5 e do InspiraSpace, se cruzaram.

Vocês trabalham com a construção e harmonização de ambientes. Neste caso, o trabalho de vocês foi empregado em um espaço que tem o objetivo de otimizar o processo de aprendizagem – tanto dos professores, quanto dos alunos.  Do ponto de vista de vocês, de que maneira a arquitetura pode melhorar espaços educacionais e qual é a importância disso?
Sem dúvida, a arquitetura tem um papel fundamental no estímulo e na função de uma proposta como o InspiraSpace. Hoje, todos que têm acesso ao Bloco 7 são convidados a conhecerem o espaço, pois ali há algo diferente. A ideia era essa: provocar e instigar as pessoas a buscarem o novo. Quando adentram ao espaço, eles se deparam com outros estímulos que nós criamos. Hoje, quando a gente está na sala invertida do Inspira, por exemplo, a ideia é totalmente contemporânea. A forma dos móveis, dos quadros… Tudo isso foi pensado e organizado a partir de metodologias já existentes de que não é mais o professor que deve entregar o conteúdo mastigado ao aluno, mas o aluno que possa entender a matéria para debater. A sala de aula influencia muito nisso, nessa flexibilidade. Hora o aluno está na carteira, consumindo o conteúdo, hora está em grupo e hora está iniciando um debate. Para isso, a sala tem que se adaptar a cada estímulo de uso, relacionamento a função à estética e ao estímulo.

Nos outros ambientes, a proposta é a mesma. A ideia de ter salas de reuniões em um formato tradicional se perdeu, pois são poucas as vezes que precisamos de uma sala formal. Hoje, é muito mais comum que eu possa falar e “esboçar” o que estou dizendo. A informação não está mais concentrada em uma pessoa. Não há alguém que conduza, enquanto o restante escuta. A informação se tornou mais lateral e o InspiraSpace vem com a ideia de proporcionar essa troca, de despertar esse tipo de provocação. Consequentemente, existem os laboratórios para que as ideias possam ser “prototipadas”. Assim, o aluno pode ver se a ideia que ele tem irá funcionar. O “espaço maker” proporciona essa possibilidade.

Sem sombra de dúvidas, a arquitetura influencia muito. Mas ela é um meio, uma forma de facilitar. Antes, existem metodologias de como promover essa educação e esse engajamento. A arquitetura, quando bem explorada, vem para consolidar todo esse projeto./ACS/UniCesumar.

Eduardo Paulino é graduado em Arquitetura e Urbanismo pela Instituição e, junto aos sócios da A5, desenvolveu o projeto que deu vida ao InspiraSpace./Foto:Divulgação/UniCesumar

 

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